Que sexta-feira é dia de maldade, todo mundo já sabe. O que ninguém sabia é que essa sexta é dia de falar de amor. Amor? SIM! Mas daquele que dá borboletas no estômago, que faz ficarmos horas e horas pensando em alguém, que cria uma sensação de dependência mútua e de carinho? SIM, mas não é aquele das novelas e do cinema (até porque sou a pior pessoa para comentar sobre amor e relacionamentos).

O amor ao qual me refiro é mais inexplicável que os demais. É o amor de quem já investiu muito tempo e muito trabalho na atlética (e com certeza já teve que gastar alguns trocados para dar aquele alívio no caixa da atlética). É aquele das relações que um dia se vão, mas que deixam marcas eternas. Aquele que um dia há de abrir espaço para novas experiências e, por mais ansioso que você fique para alçar novos voos, ficará o máximo que puder para aproveitar cada segundo que resta.

Seria grosseiro ficar na frente daqueles que querem desbravar os caminhos que você já trilha de olhos fechados, impedir que novos ciclos se iniciem. Ao mesmo tempo, é tudo tão seu. Vão mudar os métodos que eu utilizava? E se o cara que vier ocupar meu lugar não souber o que está fazendo? E se ele não estiver fazendo com o afinco que eu faria? Afinal, vocês sabem a dimensão e o significado de tudo isso?

Cada traço, uma palavra. Cada palavra, um mundo. E, no final, o livro vira um universo. Autor e obra se entrelaçam, se tornam um só. O curioso nessa vida de atlética é que o livro não está acabado. Seus capítulos estão lá, sua visão está eternizada nas páginas que você escreveu, mas novos capítulos virão – e, com eles, novos autores. É completamente normal que haja uma mudança de estilo, que a continuação da história não seja aquela que você tinha arquitetado (e muitas vezes é isso que faz valer a pena sua leitura).

Os novos autores têm de poder brilhar. Usem sua criatividade, elevem os padrões, virem o livro de ponta cabeça… só não esqueçam de quem se dedicou para que hoje você tivesse papel e caneta em mãos, de quem muito se esforçou para que houvesse quem acompanhe cada passo dessa trama. Uma atlética é um time. O time muda, o time erra, o time acerta, o time ganha e, apesar de tudo, seu maior patrimônio é sua história e não há nada melhor que olhar para trás e ver que, passadas todas as preocupações, feitos todos os trabalhos, restam apenas o orgulho de ter feito parte de uma bela história de amor, aquele que te colocou lá (e que você sabe que nunca deixará de existir).

Aproveito o espaço e essas reflexões para apresentar o relato de um grande amigo: Pedro Calazans, o Pedrão. Acredito que ele demonstra a essência desse texto com um pouco de sua história:

“Então, sou fundador da Burocratas, Atlética de Gestão de Políticas Públicas da UNB.

Tudo começou em 2015, quando recebi o convite para participar do projeto de criação da Burô 🙂 A real é que não pensei duas vezes, aceitei o convite na mesma hora e assumi o cargo de Diretor de Esportes.

Desde então, foram dois anos de muito amor e dedicação à Burô! Passei de DE para Vice e, posteriormente, ocupei o cargo de Presidente, onde fiquei por um ano, saindo agora para fazer parte do nosso Conselho Administrativo e Fiscal (daí a gente percebe que você sai da Atlética, mas ela não sai de você hehe).

Tem tanta coisa pra contar sobre a minha experiência de gestão de Atlética que vou ter que resumir demais.

Acho que o melhor ponto de partida é contar o porquê de ter comprado a ideia de instituir uma Atlética para GPP. Quando entrei em GPP, o meu maior desejo era deixar um legado para o curso, algo que ficasse após minha saída; então, o convite para participar da criação da Atlética foi unir esse meu amor pelo curso a minha ficção pelo esporte e tudo que ele envolve.

A partir daí foi só ralação. Os primeiros semestres foram difíceis e exigiram muito de todos envolvidos (só quem estava envolvido sabe das horas dedicadas para fechar tabelamento de campeonato e desenhar o layout dos produtos). Mas no final das contas, o resultado veio e, cara, foi INEXPLICÁVEL ver a torcida do seu curso empolgada com a Burô, cantando nossos hinos a plenos pulmões enquanto usam nossas cores (quem estava no Challangers 17 viu que a única coisa que consegui fazer era chorar descontroladamente de tanta alegria hehe).

Hoje ocupo o cargo de conselheiro e fui muito feliz em encontrar pessoas com quem pude dividir o amor que sinto pela minha Atlética; pessoas que tenho a certeza que levarão a Burocratas ainda mais a frente.

Pra fechar esse textão, posso dizer que participar da fundação da Burocratas foi uma das coisas mais lindas que me aconteceu durante a graduação. Foi algo que me marcou (literalmete) e, se consegui deixar 1% do amor que sinto por essa Atlética nos corações de quem esteve com a gente ao longo dessa jornada, posso dizer que sou o cara mais feliz do mundo :’)”

 “Sou Burô até morrer e pra sempre vou te amar”

 

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