O número de mulheres nas Universidades aumenta a cada ano e possui reflexos diretos nas Atléticas: se antes as diretorias e quadras eram ocupadas quase em sua totalidade por homens, hoje você consegue encontrar facilmente núcleos completos em AAAs sendo comandados por mulheres, bem como atletas que se tornam espelho e modelo para os demais membros.

Mas, em um cenário repleto de avanços, o machismo enraizado no esporte, infelizmente, ainda deixa suas marcas. Portanto, é dever de uma Atlética realizar o papel de valorização de suas modalidades femininas.

Uma correta administração e enfoque de modalidades femininas significam mais pontos adquiridos para sua Atlética em uma competição, mas a necessidade da existência desta preocupação por parte da diretoria vai muito além da busca por um lugar no pódio: está fundamentada no objetivo de uma Atlética de representar TODOS os seus alunos.

Ou seja, a Atlética deve ser um espaço seguro e de representatividade, onde atletas, sejam eles homens ou mulheres, encontrem estrutura e respaldo organizacional para o efetivo desenvolvimento esportivo e social.

Agora que você já sabe a necessidade de valorizar as modalidades femininas, é hora de colocar a mão na massa!

O primeiro passo é a realização de um exame de autocrítica por parte da Diretoria. Vocês devem analisar os comportamentos de sua Atlética e o ambiente que ela promove, ou seja, devem observar se realmente recebem as alunas que são representadas pela AAA.

Uma maneira fácil de constatar isso é observar se vocês possuem músicas extremamente machistas, se existe apoio e auxílio em caso de assédio ou agressão em um evento festivo ou competição esportiva e principalmente, se as modalidades femininas possuem a mesma atenção e dispêndio de trabalho que as modalidades masculinas.

Este passo inicial é de extrema importância, pois para que todo o processo de valorização ocorra de maneira satisfatória, a diretoria da Atlética deve possuir uma mentalidade de busca por igualdade entre os naipes – pensamento este que será estendido a todos os membros da AAA através das ações promovidas.

No que tange às ações práticas e que geram efetivamente impacto nos membros da AAA, elas perpassam por todos os núcleos e áreas de uma Atlética.

A Diretoria de Esportes deve oferecer estrutura adequada e suporte para os naipes de maneira igualitária, bem como, externamente, exigir das COs de Ligas Universitárias o oferecimento de locais de competição iguais para ambos os naipes, pois nada é mais frustrante para uma atleta feminina do que se ver obrigada a competir em uma quadra claramente inferior à oferecida para uma equipe masculina – e o pior, sem nenhuma justificativa plausível para tal ato.

A Diretoria de Marketing deve realizar de maneira efetiva e responsável a divulgação dos jogos e treinos das modalidades femininas, nunca deixando este naipe em posição secundária frente ao masculino.

E por fim, como estamos falando de atletas e competições esportivas, a torcida sempre irá ocupar um papel fundamental, pois não é difícil encontrarmos jogos femininos com arquibancadas vazias simplesmente por serem jogos femininos.

É função do torcedor lotar a arquibancada e vibrar pelas atletas que estão dentro de quadra representando sua AAA, devendo estar sempre atento ao princípio fundamental que rege todo este processo de valorização: o respeito. É completamente possível torcer pela sua Atlética sem utilizar de gritos e músicas machistas e desrespeitosas – além de ser desrespeitoso com as atletas, a AAA fica sujeita à penalizações.

Portanto, é nítido percebermos que, agindo de maneira orientada pelo respeito e igualdade entre os naipes, temos como resultado uma Atlética em seu mais alto grau de excelência: representando e atendendo a todos os seus alunos, sem distinção de gênero.

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