Chegar em casa depois do trabalho em uma sexta-feira é sinônimo de não encontrar a casa (toda) limpa para o final de semana igual quando eu morava com a família.

A nova casa, mais conhecida como “REP”, agora encontra-se com as moradoras e os agregados também. Todos felizes e jogados pelos cantos do apê, que por sinal não é nada grande, o que me dá a impressão que sempre tem mais gente do que realmente tem!

Som é o que não falta! Aliás, sempre tem uma pessoa responsável por cuidar desse detalhe, e rola a música “mais pedida”. Sinceramente, eu acho super engraçado, porque as músicas são sempre muito variantes e, no final de tudo, sempre acaba com aqueles “modão” sofrência de amor onde todo mundo sabe cantar. Até aquela agregada gótica segura a garrafa de vodka perto do peito, faz de microfone e canta com a galera: “Chega de mentiras, de negar o meu desejo, eu te quero mais que tudo, eu preciso do seu beijo…”

Não sou a tiazona do rolê, mas confesso que sempre me assusto no dia seguinte. A galera consegue achar um lugar para dormir na REP (seja onde for, sério)! Na manhã seguinte – que no caso já é tarde seguinte –, fazem vaquinha para comprar o almoço de sábado: aquele tal macarrão com molho vermelho. É muito barato e apreciado por toda a galera e talvez seja por isso que convém, né?

No domingo sempre é a mesma coisa. Acabamos dando uma recolhida em toda a bagunça dos dias anteriores, e nossa, é incrível, porque sempre que fica quase tudo “organizado” surgem mais um ou dois agregados que acabaram de sair de uma outra república e acabaram dando uma passadinha na nossa REP para comer o resto do macarrão do almoço.

Durante a semana as coisas também são meio corridas, parece maratona. É corrida para ver quem pega a máquina de lavar primeiro no dia de sol. Corrida para usar o banheiro todos os dias de manhã. Corrida para pegar o varal sem roupas para poder estender a toalha molhada depois do banho, e assim vai.

E por falar em corrida, sempre tenho a impressão que morar na REP é tipo aqueles jogos que passava na TV aos domingos com o Celso Portioli, onde os competidores sempre tinham que vencer algo ou chegar na frente de alguém. Igual a nossa pia da cozinha, gente! Para conseguir tirar um prato limpo (quando realmente está limpo) tenho que enfrentar uma pilha enorme de potes de manteiga e sorvetes que ficam empilhados sobre todas as louças que estão ali, isso é, quando as louças estão limpas, o que isso é raridade. Ou então fazer o inverso e que eu acho bem mais divertido, quando temos que encaixar todas as louças em cima do pequeno escorredor.

Mas a corrida mais tensa, onde todo mundo se junta por um bem maior, é quando a mãe de alguém liga dizendo que está chegando em alguns instantes. Nossa, sai todo mundo correndo e juntando a bagunça, colocando no primeiro espaço escondido que existe, rolando aquele disfarce para a rep ficar aparentemente organizada e não rolar constrangimento.

No final, o bom disso tudo é que a gente sempre consegue se organizar do nosso jeito desorganizado e se ajudar, porque rola muita parceria, até nos momentos das tretas pra usar o banheiro.

E aí, como é a rep que você mora? Conta pro blog! 

Tá precisando de uma rep? A gente te dá dicas aqui nesse post. 

rodapé juu

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