No primeiro post do ACONTECEU COMIGO, temos uma história que deveria virar FILME. O chinês da UTFPR que foi perdido no Universipraia. Duvida? Olhem só o que o Aldebaran Campos contou pra gente:

“Em 2013 eu era da diretoria da Atlética de Comunicação da UTFPR. Estávamos nos preparando para o Universipraia, em Floripa, quando no último dia antes do embarque, um amigo – que já havia comprado o pacote – me ligou dizendo: “cara, tenho um chinês e um alemão intercambistas pra levar pros jogos. Ainda tem vaga?”. Não tinha, mas eu pressenti a zoeira chegando e dei um jeito, tinha que levar os dois gringos!

No dia da viagem conheci as duas figuras: um alemão de 2 metros de altura e zero de ginga e um chinês bem baixinho, a cara do Chow, de “Se Beber, Não Case”. Já na viagem, o chinês se encantou por uma das maravilhas do nosso país: a JURUPINGA! Bebia aquilo com uma carinha de felicidade que ninguém precisava falar mandarim pra ver que ele estava curtindo. Chegamos em Floripa e na época estava rolando uma moda de escrever recados nos braços e apresentar pras novinhas: escrevemos “Exterminador do Seu Fulo nos braços do chinês, que a essa altura já tinha aprendido a chegar nas meninas falando: “eu faço pastel de flango!”.
Na segunda e última festa do Universipraia – uma das mais loucas que eu já fui na minha vida – o Chinês se soltou! Beijou muitas bocas, dançou, bebeu e ficou muito, mas muito louco! Na hora de voltar para a festa, estávamos juntando as pessoas no ônibus quando o chinês saiu e ninguém percebeu. Fomos embora sem o china!

No dia seguinte o amigo que levou os intercambistas notou a falta do chinês. Ligou, mandou mensagens, perguntou pra todo mundo e nada do cara. Passava o tempo, o china não respondia e começamos a ficar preocupados, já não fazia mais sentido dizer que o China tinha se dado bem na noite, e começaram as teorias sobre sequestro, abdução alienígena e coisas piores.

Chegamos na arena de jogos com toda a delegação e lá estava rolando um boato sobre um chinês desaparecido na delegação da PUC em outro evento, no Comunica Beach, que estava rolando em uma praia a 80km dali. Pensamos: “é o nosso chinês!”. Liguei para alguns amigos que estavam no outro evento e eles disseram que já tinham encontrado o chinês da PUC desmaiado num quarto, mas que havia uma outra história de um outro chinês e alguma coisa que envolvia um táxi.

Procuramos em toda parte, perguntamos pra muita gente, anunciamos no sistema de som da arena e nada! Até que, do nada, surge o chinês, resplandecente num canto da arena. A emoção foi grande! Marmanjos chorando, muita gente gritando pela arena “Ôôô, o Chinês voltou! O chinês voltou! O chinês voltou!” Achamos o China! Vocês podem ver o vídeo dessa recepção maravilhosa aqui:

Voltamos para Curitiba e o chinês, muito mais calmo, conseguiu contar o que aconteceu:

Ele saiu do ônibus para ir no matinho usar o banheiro e acabou desmaiando no gramado. Acordou e a única delegação que ainda estava na festa era da UEL, mas ninguém conseguia entender o que um china bêbado, falava em inglês. Ouviram a história do chinês da PUC, no outro evento, e mandaram o chinês de táxi até lá – SIM, DE TÁXI! Chegando na outra cidade e muitos dinheiros mais falido, o china tentava contar o que tinha acontecido e as pessoas não entendiam, até que alguém se tocou que se tratava de outro china e mandou ele de táxi de volta para Florianópolis – SIM, DE TÁXI OUTRA VEZ! – Em Floripa, nosso amiguinho conheceu um professor de inglês que rodou com ele de carro até encontrar a nossa pousada, mas já tínhamos saído de lá para a arena. Ele estava indo a caminho da rodoviária quando passou pela arena dos jogos, reconheceu o lugar e voltou para os braços da galera!”

MEU DEEEEEEEUS! DEEM UM TROFÉU PRA ESSES MITOS.

Tweet about this on TwitterShare on Google+Pin on PinterestShare on Facebook

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here