O feriadão passou (infelizmente)! A galera curtiu e aproveitou quatro dias de jogos, festas e muita loucura junto às suas atléticas. Enquanto você suava em quadra pela sua universidade, torcia nos ginásios ou bebia com seus amigos, um grupo de malucos ficava nos bastidores dos jogos ralando em prol desses eventos magníficos para que tudo saísse conforme o planejado. Agradar todas as atléticas e as milhares de pessoas que se deslocam à cidade-sede, não é uma tarefa fácil. Você já parou pra pensar como é organizar, planejar e executar um evento deste tamanho? Eleger uma cidade-sede, negociar escolas e locais para alojamento, praças-esportivas, contratar equipes de arbitragem, segurança, limpeza, documentação, burocracia, blá blá blá, MEU É MUITA COISA!

Para tudo isso, é eleito anualmente uma Comissão Organizadora dos jogos ou mais popularmente conhecida como C.O. De acordo com cada Liga Esportiva, a forma de eleição pode variar e as atribuições dos membros da CO também, mas de forma geral são as pessoas responsáveis que já tem uma certa experiência e afinidade com o evento que se prontificam aos cargos. Para saber um pouco mais sobre como é esse mundo por trás do evento, conversamos com algumas feras da C.O. do Engenharíadas Paranaense, do Engenharíadas Mineiro e dos Jogos Jurídicos Paranaense.

Pra começar, a presida do maior jogos dos sul do Brasil, o Engenharíadas Paranaense. Maria Amélia já participou da C.O. em outras três edições do EP, teve a chance em 2017 de presidir o evento e chamar a responsa pra si. E a 9ᵃ edição do Engenharíadas foi um sucesso! A presida revela que a escolha de Cascavel como cidade-sede foi com o intuito de revezar as cidades dos anos anteriores e que receberam total apoio da prefeitura. A rotina como presidente exigiu de Maria que ela se deslocasse à Cascavel com frequência nos últimos meses. Na semana anterior aos jogos, já estava na cidade alinhando os últimos detalhes com a secretaria de esportes e demais entidades. Em conversa com o Integraê, Maria conta que contou com uma equipe de 14 membros, entre diretores de atléticas e produtores, e destaca a importância da experiência C.O. para sua vida: “Ser presidente foi uma realização pessoal e o aprendizado veio não apenas nesta edição, mas de todos os 4 anos que estive como comissão organizadora. Esse ano foi pra encerrar um ciclo da minha vida com chave de ouro.”

Outra fera do Engenharíadas Paranaense é o Alisson Campos, também conhecido por Bonner. Alisson foi diretor de Alojamento dos jogos e destacou seu interesse antigo em participar da comissão organizadora: “Foi uma experiência nova, desde o princípio o intuito de estar participando da CO era aumentar minha experiência e ajudar os jogos de uma forma mais direta”. Quanto a sua função na CO, ele explica que a negociação com os colégios foi tranquila e sua proximidade com a cidade-sede facilitou o seu trabalho pré-evento. “É preciso fazer várias visitas aos colégios para verificação de vários fatores que podem dar problemas durante os jogos, conseguimos ser bastante objetivos nessas visitas, algo que facilitou muito o trabalho…”. Além de negociar os espaços para o alojamento, a comissão organizadora se atenta às questões estruturais, como fornecimento de água e energia, que ficam sobrecarregados durante o evento, assim como a instalação de chuveiros elétricos, banheiros químicos, etc.

Comissão Organizadora Engenharíadas Paranaense 2017.

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Mudando de região, trocamos figurinha também com a Bella, a presida do Engenharíadas Mineiro, mostrando que a mulherada ta mandando ver na frente dos eventos esportivos! Perguntada sobre a sensação e responsabilidade do cargo: “Foi uma experiência única. Ser CO é totalmente diferente de ser presidente de atlética, pois se antes as minhas ações influenciavam diretamente na minha delegação de 800 pessoas, agora elas influenciavam as 5500 envolvidas no evento. A pressão e as cobranças são gigantes, mas ao mesmo tempo, a dedicação e a vontade de fazer tudo dar certo são as maiores ainda!”. A equipe da C.O. do Engenharíadas Mineiro contava com 10 pessoas (4 CO’s, 2 diretores esportivos, 1 diretor de tabelamento, 1 diretor de logística e 2 coordenadores de arbitragem). Além disso, a equipe também contou com o apoio de 19 delegados de quadra, que auxiliavam em demais funções do evento. Algo comum em todos os eventos são os imprevistos. A presida destaca a rapidez para soluciona-los como ponto primordial pra não deixar a peteca cair: “O importante na hora de resolver os pepinos era tentar fazer tudo bem rápido para que isso impactasse o menos possível no evento e para isso, nos dividíamos por áreas dentro da equipe esportiva e mobilizávamos uns aos outros a medida que surgia a necessidade”. Bella é só mais um exemplo desse mundo apaixonante das atléticas que decidiu transferir seu amor e dedicação do seu escudo para um bem maior, OS JOGOS! “Na LEEMG eu aprendi que uma CO unida move montanhas e vi mais do que nunca a importância desse companheirismo. Não existe cargo na hora que o pau quebra, só 4 pessoas juntas dando o seu melhor e superando seus limites pra fazer tudo dar certo e essa união e confiança fazem toda a diferença!

Membros da C.O. do Engenharíadas Mineiro 2016 e 2017.

Uma CO correta, justa,  transparente e comprometida é a melhor forma de tocar essa Liga e esse evento gigantes e honrar a confiança em nós depositada” destaca a manda-chuva mineira.

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De volta às terras Paranaenses, mas mudando o foco de Engenharia para a turma de Direito, trombamos com o Lucas Mantovani que teve a oportunidade de presidir o tradicional Jogos Jurídicos. Já de inicio, Lucas relata que a experiência foi até hoje a missão mais importante em sua vida. “O primeiro passo na organização de um Jogos é a definição da cidade-sede, assim que a Liga optou por ser em Maringá, a CO começou as negociações com poder público para conseguir a liberação de algumas praças esportivas e de colégios estaduais para servirem de alojamento. Tivemos um excelente apoio da prefeitura de Maringá na concessão da maravilhosa Vila Olímpica e devemos agradecer também à colaboração do Núcleo Regional de Educação, que nos ajudou muito para que o evento acontecesse.” explicou.

Lucas também explica como funciona os arbitrais, que são as reuniões que ocorrem à noite com os diretores de todas as atléticas. “Consiste em uma reunião diária em que lemos todas as súmulas com os representantes de todas as Atléticas participantes e também discutimos os fatos mais relevantes ocorridos no dia e elaboramos os horários dos jogos do dia posterior.”

Pra finalizar, o presida da CO relata com paixão a sensação de ter organizado um evento deste porte: “Fazer parte dessa CO, organizar esse JJPR histórico, criar os amigos que criei nesse meio, com certeza fazem valer a pena todas as dificuldades enfrentadas. Sua vida vira uma bagunça, seus horários não são mais regulados, mas o aprendizado e a parceria que vêm dessa loucura toda fazem compensar, e muito. Olhar pra trás e ver que você ajudou a estruturar 4 dias de muita emoção envolvida é fora de base, gratificante demais, então só tenho a agradecer as pessoas que me ajudaram e proporcionaram minha participação nessa 13° edição do Jogos Jurídicos Paranaense.  FOI DO CARALHO!!!”

Falando ainda em Jogos Jurídicos Paranaense, batemos um papo também com o Luiz Felipe, que foi diretor de esportes da CO. Dentre as atribuições de Luiz, estavam a organização das praças esportivas, definições de horários, providenciar arbitragem, material esportivo, etc. “Com relação à parte esportiva, a Secretaria (de esportes de Maringá) sempre nos ajudou e foi muito solícita, então as dificuldades foram poucas nesse sentido.” destacou o membro da CO. Quanto aos imprevistos, Luiz relatou alguns problemas quanto a trave de Handebol que necessitavam de um transporte prévio, mas que foi solucionado de imediato. Além disso, frisou que participar da C.O. permitiu enxergar o lado das outras atléticas, pois muitas vezes o clubismo deixa presidentes/diretores das associações cegos em momentos de decisões. Por fim, Luiz nos mandou um agradecimento: “À parte esportiva, que sempre é a mais complicada durante os 4 dias dos jogos, então queria agradecer o restante da C.O, ao Vitor Bovo, que também é da Atlética da UEL, ao Preto e Paulinho, que eram coordenadores da arbitragem mas que acabaram trabalhando como coordenadores gerais da parte esportiva, e ao Yuri e ao Marquinho, que ajudaram, e muito, na organização da parte esportiva e a resolver os problemas dos jogos.”

C.O. Jogos Jurídicos Paranaense 2017.

É trampo viu? Se você leitor acha que durante os jogos você dorme pouco, pensa quantas horas de sono tem um membro da CO: ZERO! É sangue no zóio 24 horas por dia para que o feriado seja inesquecível para os atletas e torcida participantes! Uma salva de palmas para essa turma que sacrifica meses do ano, matérias da faculdade, para organizar esses eventos que amamos tanto! E pra quem acha que ser C.O. é trampo assalariado…QUE NADA! Tudo por AMOR ao esporte universitário!

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