Sabemos que começar algo nunca é fácil, ainda mais uma atlética, pois são dias de planejamentos e relação de atividades para um início grandioso de uma AAA, não somente na criação de algo, mas sim como a decorrência posterior da associação. A escolha de uma diretoria serve justamente para auxiliar cada etapa e função de uma atlética, resta saber se suas escolhas de executiva serão para crescer junto ou afundar ainda mais.

Concordamos que trabalhar por duas ou três pessoas dentro de uma diretoria que são, muitas vezes, acima de dez, nunca é aceitável para nenhum cargo além de ser desgastante para qualquer um. Muitas atléticas passam por isso todos os anos e no momento da troca de gestão ou na escolha de um diretor específico.

O Integraê irá trazer soluções para você evitar estes tipos de situações dentro da sua diretoria e, principalmente, um jeito mais delicado de excluir aquele peso morto que não soma na qualidade da sua atlética.

Atlética não é STATUS

Primeiramente, temos que ter em mente que participar de uma atlética acadêmica é um ato totalmente voluntário mesmo sendo uma estrutura totalmente empresarial, muitos ingressam na diretoria por querer holofotes, status e esquece que são apenas consequência por trás de trabalho duro e dedicação por algo que muitas vezes não te traz benefício algum (às vezes essas consequências nem existem).

Manter alguém que busca apenas status para se alto promover utilizando nome de uma coisa nobre, no caso uma atlética, é um dos maiores erros que muitas diretorias cometem, pois com certeza a pessoa estará apenas pensando nela mesma, nunca em conjunto e união, e é onde outra pessoa dedicada com o cargo acaba fazendo a função de alguém que quer apenas o palco pronto pra brilhar.

Caso identifiquem alguma pessoa assim dentro da diretoria trate de trocá-la, porque com o passar do tempo o descontentamento dos demais diretores irá cair sobre a diretoria inteira e é onde a atlética passa por colapsos de vida.

Cauê Fabiano, fundador Presidente da AAAENGS – UNIDERP, relata que houve casos dentro de sua diretoria, tanto de pessoas que estavam apenas pelo status de “diretor” o que traz para algumas pessoas um certo aumento de ego, quanto pessoas que entraram e não estiveram presentes para ajudar no crescimento da atlética. Isso é um pouco complicado, pois prejudica a atlética e pode gerar conflitos e descontentamentos dentro da diretoria. E também, muitas vezes entra o caso de uma dessas pessoas ser um amigo (a) próximo, o que leva a confundir a amizade e dificultar se caso venha ter que desligar essa pessoa da atlética.

Uma forma simples de solução deste caso é conversar diretamente com a pessoa e apontar os erros que ela vem cometendo desde o seu início na diretoria, salientar que a atlética é uma empresa e uma empresa só cresce com o trabalho mutuo e dedicação, e aguardar pela melhor reação, pois muitas vezes tomam um “tapa da realidade”, acordam pra vida e mudam sua forma de agir, já outras simplesmente preferem “não descer do salto” e continuar com seu próprio orgulho.

Peso morto só serve para segurar porta

Diferente dos diretores por status, o peso morto é aquele diretor que SIMPLESMENTE NÃO FAZ NADA, não comparece em reuniões marcadas, não realiza suas funções, não ajuda em decisões e muito menos participa das ações da atlética, se tem essa pessoa na diretoria, porque mantê-la no cargo?

Esse de fato é um dos casos mais irritantes que se pode acontecer dentro de uma diretoria, pois o “peso morto” quando cutucado ele não larga o osso e acaba se tornando um estorvo dentro da atlética e sempre sobra para o diretor que é sempre dedicado e tem um amor sincero pela sua AAA.

Cauê ainda diz que estorvo e pesos mortos não tem vez em sua diretoria, pois chegou a ocorrer de ficar apenas ele e mais um diretor levando literalmente a atlética nas costas após um “limpa” que fizeram na diretoria. Na sua opinião, mais vale dois que façam por 10 do que 10 que não façam por dois. Algumas pessoas não aceitam, mas nós enquanto presidentes, temos que saber que o que fazemos pela atlética é por amor, então, temos sempre que fazer do melhor para isso.

Caso chegue ao extremo com um diretor que passa por essa situação, a melhor forma é convidá-lo para uma conversa e listar todos seus erros, ou melhor, seus feitos em nada e simplesmente demiti-lo.

Reclamar não é sinal de busca de melhorias

O diretor que só sabe reclamar é complicado, mas quando pedem para ele fazer algo para melhorar, nunca está disponível para resolver ou simplesmente relata que nunca é a função dele.

Atlética é regida através de união e dedicação total como uma família, sempre reclamar de algo e simplesmente não correr atrás pra resolver é simplesmente ser um rebelde sem causa. Se nada está bom, nada está da forma que queria que fosse. Daí te damos duas opções: ou dê o braço a torcer, comece a consertar as coisas e cesse as reclamações ou simplesmente “a porta é a serventia da casa”.

Sabemos que nunca é fácil desligar alguém da diretoria ou começar qualquer tipo de atrito com uma pessoa, mas mudanças são válidas quando elas são necessárias, pois a atlética é um relacionamento sério que você tem que entrar sempre para somar e nunca para diminuir. Desmotivação dentro da atlética é coisa séria, e crescer não depende de pessoas assim, então, junte um, dois ou três que façam valer a pena o suor derramado e entrem de cabeça.

Agora você, diretor que se identificou com as situações citadas, faça um favor ao mundo atleticano, não se candidate a uma vaga de diretoria se não for capaz de exercer suas funções, pois largar seu cargo e deixar que outra pessoa trabalhe o dobro por você não é camaradagem e sim sacanagem, e de pessoas sacanas a atlética não precisa.

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