Se existe uma limitação inerente a todas as Atléticas, seja as recém-nascidas ou as mais consolidadas e maduras, essa limitação é a quantidade dos alunos do(s) curso(s) que a própria representa.

Que seja, a Atlética não pode escolher, influenciar ou alterar o número de alunos que possui – possíveis atletas – e tal fator é determinante para poder ter uma margem confortável para encontrar alunos qualificados, engajados e comprometidos para com o esporte e as modalidades oferecidas e praticadas pela atlética.

Sobretudo, para o coração apaixonado e empreendedor dos dirigentes e envolvidos às Atléticas, tal limitação não é nenhum empecilho para o crescimento e para promover um avanço em qualidade esportiva, afinal, vontade e determinação são elementos fundamentais para superar obstáculos e limites (sempre presentes se tratando de atlética), mas, não só! É preciso, antes de qualquer coisa, universalizar essa vontade e, também, instrumentaliza-la, aplicando técnicas e ações de gestão.

É fundamental, para isso, estabelecer um ponto de partida bem simples: se não pode ter um aumento quantitativo (número de alunos), tem que se investir no qualitativo!

Como dito, é bem simples a ideia, obvia, todos sabem disso. Mas, como fazer?! Como aplicar?!

Como melhorar a qualidade dos atletas? Como melhorar a qualidade dos times? Como promover treinos que atraiam os alunos? Como ter treinos sem espaço e recursos? Como encontrar técnicos para ministrar os treinos e guiar as equipes?

São muitas as dúvidas, ainda mais numerosas são as respostas, cada Atlética possui suas peculiaridades, suas dificuldades, seu terreno e seu público, mas ei de compartilharmos algumas ideias basilares para enriquecer o crescimento do movimento.

Em primeiro lugar, tem que se ter uma gestão com toda uma política voltada para investimentos e esforços para a parte esportiva. Uma gestão empenhada em elevar o patamar esportivo dos atletas e dos times não deve procurar, NUNCA, números, títulos e resultados. A finalidade de toda AAA é a integração e é justamente possibilitar meios e estímulos para que os alunos vivam a experiência de se superar, de aprender ou aprimorar suas habilidades e capacidades físicas, técnicas, táticas, psicológicas e, claro, ter contato com os valores que só o esporte proporciona, é o que traz, por consequência, resultados.

Então, não devemos confundir o FIM com a consequência – o fim é promover o esporte e tudo que nele tem inerentemente, a consequência, é que melhores resultados viraão por atingir essa finalidade.

Esses conceitos precisam estar bem definidos e alinhados na Diretoria da AAA porque assim, isso se refletirá naturalmente aos atletas, é muito mais prazeroso e efetivo trazer, envolver e engajar mais pessoas, tendo como foco a promoção do esporte e não o resultado esportivo. Esse último deve nascer dos próprios atletas, do contrário, será um fardo aos alunos ter que participar com a pressão da diretoria pela busca de resultados.

Agora, assunto infinitamente mais complicado é o MEIO para atingir tal finalidade, são infinitas as formas, mas, apegando aos próprios princípios a que se quer atingir, pode-se formular uma simples conclusão: Tem que ser prazeroso! Tem que valer a pena!

Ora, meu caro apaixonado pela Atlética, cada aluno, cada pessoa, busca uma coisa e tem uma motivação diferente para estar onde está, mas ninguém vai estar em um lugar que seja desagradável, que seja precário, que seja improducente. Então, esforce-se em criar boas condições para o esporte ser promovido e, não se trata de condições físicas e materiais (que são sempre bem-vindas, mas nem sempre possíveis). O fundamental é ter condições imateriais, um bom clima no coletivo, um bom projeto de crescimento em que todos queiram fazer parte, que os atletas sejam valorizados, afinal, são os motivos de ser de uma AAA. É serio, um bom projeto – possível, realista, com trabalho, com inovações, com criatividade, nada que em algumas reuniões que um grupo de pessoas faça, alinhe e monte um bom plano – é muito mais fácil de atrair colaboradores, atletas e até mesmo patrocinadores.

Então, empenhe todos os núcleos para proporcionar um ambiente caloroso, prazeroso, incentive encontros e resenhas após os treinos. Que seja, tire fotos, exponha nas redes sociais, nos grupos de WhatsApp de pessoas da atlética, leia-se, dos alunos, o que seriam ações ligado ao Marketing. Realize pequenos eventos em prol desses times, com ações para arrecadar fundos para a compra de material (eventos); consiga um amigo ou voluntário para dar os treinos, estabeleça uma sequencia e uma estratégia de treino comungado com amistosos e participação de competições (diretoria de esportes). Exponha e valorize o trabalho dos times, afinal, são todos alunos que tiram um tempo na rotina para se dedicarem a algo pela atlética, então claramente precisa ser um momento de prazer, todos têm que se sentir parte daquilo.  E por ai vai…

O time vai jogar?! Mobilize a galera, os amigos dos jogadores, a diretoria, a torcida, a charanga/baterias e estique os bandeirões antes do jogo começar. Pois, os atletas ao entrarem em quadra e verem que ali, tem uma torcida e uma diretoria que está com eles, se sentirá parte de algo que é muito maior do que ele já havia experimentado antes, SUA ATLÉTICA. Os detalhes fazem toda a diferença, acredite! Tenha certeza ainda, uma boa festa na arquibancada, vendo os amigos ali jogando e se empenhando, independente do resultado, é tão prazeroso que todos vão querer repetir a dose, mas para ser bom, depende de vocês criarem formas para tal!

A relação pessoal de dirigentes com os atletas fica muito mais fácil e tranquila quando se assume as limitações e as condições materiais que tem para promover o esporte e parte para o lado humano: valorizar, incentivar, estar presente, estimular, propiciar conforto, amizade (que se desdobram naturalmente) e um ambiente de crescimento individual e coletivo!

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