Nas últimas semanas, dois alunos de medicina da Faculdade de Minas Gerais (Faminas) tentaram contra a própria vida e vieram a óbito. Não só isso, em 40 dias, segundo alunos da instituição, outros três acadêmicos também tentaram suicídio. Ambas as mortas e tentativas culminaram coincidentemente com as semanas de provas. A faculdade é acusada por alguns alunos por sobrecarregar os estudantes e levá-los a um declínio mental.

No portal BHZ, é possível encontrar uma reportagem falando sobre o caso. Nessa mesma reportagem, é citado que os acadêmicos ficam dias sem dormir para se prepararem para as provas, e, segundo um familiar de uma das vítimas, o garoto passava a madrugada estudando e se preparando, não demonstrava sinais de depressão, mas também havia deixado de lado sua vida para se dedicar aos estudo. Infelizmente ele não suportou a pressão.

Esse assunto é sério e precisa ser falado, discutido e analisado.

A faculdade, universidade e o curso dos sonhos, não pode se transformar em um gatilho para a decadência da saúde mental de um estudante. Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), uma pesquisa realizada em 2016 apontou que 30% dos estudantes de universidades federais do Brasil já fizeram uso de medicação psiquiátrica, onde estes apresentavam dificuldades emocionais para realizar as atividades acadêmicas. Cerca de 60% sofrem de ansiedade, 20% de tristeza, 10% de medo ou pânico, 32% de insônia, 6% têm ideia de morte e 4% possuem pensamentos suicidas. (fonte)

No começo do ano, dois alunos da UFMG também cometeram suicídio e um tentou contra a vida.

No início de 2017, o Nexo Jornal divulgou um estudo de instituições americanas em que o índice de alunos de medicina com sintomas de depressão e transtornos psicológicos foram altíssimos. A pesquisa mostra que 27,2% dos estudantes de medicina do mundo todo possuem sintomas depressivos e ideação suicida. Uma outra pesquisa feita pelas mesmas instituições em 2015, revelou que 30% dos alunos de medicina de Santos (SP), tinham esses sintomas. (fonte)

Mas não importa o curso, a faculdade, o que você escolheu. O que importa é a SUA saúde. Todos os acadêmicos estão propensos a se sentirem pressionados por qualquer tipo de acontecimento ou estopim dentro da universidade. Semana de provas, TCC, trabalhos, passar o vestibular, realizar o ENEM, tudo leva à pressão, ao medo, ao nervosismo e ao desespero. Milhares de jovens passam horas do dia em frente aos livros, à telas de computadores, pesquisando, estudando e deixam de lado suas próprias vidas. Não é normal!

A Frente Universitária de Saúde Mental realizou a Campanha ‘Não é normal’, onde a saúde mental dos universitários é a discussão principal.

Precisamos falar mais sobre o assunto. Precisamos ter consciência de que estudar 24/48 NÃO É SAUDÁVEL. Não é bonito ver notícias em que estudantes passaram 14h em frente aos livros se preparando para concursos ou vestibulares. Não é bonito ver! Não é normal desistir do que se ama por conta da pressão.

Pense nisso, reflita. Fale!

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