Martelada na Polônia e Alemanha, por Marco Túlio Alves

“Quando você cria algo e batalha muito para que aquilo progrida, é muito difícil aceitar que uma hora você tenha que abrir mão.”

Marco Túlio, da Atlética Martelada Escola de Minas – Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), define assim o sentimento que teve quando deixou Atlética e o país para aperfeiçoar sua carreira no exterior.

Mesmo longe, Marco foi mais um desses “loucos”, que não abandonam suas delegações e acompanham, torcem, apoiam e provam que não existe distância e oceanos para diminuir o amor que sentem por suas Atléticas!

Confira como foi a experiência do Marco Túlio!

Já passou por uma experiência como essa? Entre em contato conosco, queremos conhecer sua história: mandae@integrae.com.br

Nome:

Marco Túlio Silva Alves

Atlética/ Instituição de Ensino:

Martelada – Associação Atlética Acadêmica da Escola de Minas / Universidade Federal de Ouro Preto.

País visitado:

Polônia e Alemanha

Período:

Junho/2015 a Julho/2016.

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Qual foi o motivo da sua viagem?

Estágio no exterior e Mobilidade Acadêmica Internacional.

Enquanto esteve fora, qual foi a maior dificuldade em deixar a atlética aqui?

A maior dificuldade é de repente parar de fazer parte da rotina da Atlética, estar ausente em reuniões, na organização dos eventos, planejamento e participação ativa nos jogos. Quando você cria algo e batalha muito para que aquilo progrida, é muito difícil aceitar que uma hora você tenha que abrir mão. O sentimento é de deixar um filho seu para trás.

Como fez para ficar próximo de sua atlética, mesmo à distância?

Como hoje vivemos na era digital, a forma mais comum que usei para ficar por dentro do que estava rolando foi pelas redes sociais, grupos de WhatsApp e conversando com os diretores atuais. Quando a quarta edição do Engenharíadas Mineiro se aproximou, eu acompanhava diariamente a contagem regressiva e foi então que tive a ideia de gravar um vídeo no qual eu

mandaria um recado pra toda a diretoria, atletas e delegação dos jogos para dar força e motivá-los a darem o seu melhor na competição. E foi assim que fiz! Na época estava morando com um chinês, e ele sem entender nada do que estava sendo falado, compartilhou o vídeo em sua linha do tempo… Hoje a Martelada deve ser conhecida até na China!!! (rsrsrs)

Qual é a melhor memória que tem da viagem?

Um fato que me marcou muito foi durante meu primeiro mês no exterior, quando comemorei meu aniversário. Éramos um grupo grande de estudantes intercambistas e nesse dia fizemos um churrasco top (como de costume). Os brasileiros começaram a cantar parabéns, e depois alguns puxaram em inglês, e foi assim que espontaneamente, todos cantaram parabéns para mim em seus idiomas e canções tradicionais! Ouvir pessoas que havia acabado de conhecer celebrar meu aniversário em mais de dez idiomas, ficará marcado em minha memória para sempre!

De que forma você representou sua atlética no país que visitou?

Eu tive um pequeno problema quando estava embarcando nessa viagem. Acabei montando a mala de última hora, e só tinha uma (e também só queria levar uma). Só que ela tem tamanho médio, por isso várias coisas que queria levar comigo acabaram ficando. Selecionei a dedo o pouco que coube e, claro, a camisa da atlética tava lá no meio. Durante o intercâmbio, minha namorada foi me visitar e tive o privilégio de receber o boné que a Martelada tinha acabado de fazer. Então quando eu vestia a camisa lá, o pessoal ficava perguntando que time era aquele. E aí começava a sessão plenária sobre a Martelada, Atléticas, Engenharíadas e o movimento pelo esporte universitário.

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Por que você é “louco” por sua atlética? O que ela é pra você?

Eu sou louco pela atlética porque eu sou louco por esporte. Desde sempre. Um fato importante é que, quando eu me informei sobre a atlética, eu estava com uma lesão no joelho e, por causa disso, fiquei sem poder praticar por algum tempo. A minha vontade de fazer algo para ajudar a elevar o nome da Escola de Minas e da Universidade Federal de Ouro Preto era tão grande que a conclusão foi fácil: já que não posso sequer tentar ser atleta, vou entrar para a diretoria e contribuir de alguma forma. Com isso tive o privilégio de viver dois anos e meio de muito trabalho, dedicação, crescimento e farra também, que faz parte.
A Atlética é para mim mais que uma associação, é uma ferramenta para alavancarmos o esporte universitário brasileiro. É uma ideologia praticada. É a força de um grupo. Eu acredito no esporte. Ele uni pessoas e adiciona qualidades essenciais para que vivamos saudáveis e em harmonia. Enquanto vivermos o esporte, seremos melhores e teremos respeito uns pelos outros.

Gostou desse post? Mande sua sugestão de conteúdo para mandae@integrae.com.br.

RODAPE-CLAUDINHA (1)

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